3 Passos que Me Ajudaram como Designer Iniciante: Aprendizados no Desenvolvimento de Identidades Visuais
Quando você está começando algo novo, é normal se sentir perdido ou até mesmo intimidado. Eu sei bem como é isso. Recentemente, enfrentei o desafio de desenvolver a identidade visual de uma empresa durante meu estágio na AfterSun7, e honestamente, não foi um caminho sem tropeços. Esses desafios, porém, foram essenciais para o meu aprendizado. E se eu pudesse ajudar alguém que está começando nessa área, compartilharia os passos que me ajudaram a construir essa identidade do zero, mesmo sem muita prática com ferramentas como Photoshop ou Illustrator.
Passo 1: Não Subestime o Poder das Referências
O primeiro passo foi coletar referências, e posso dizer que isso foi um divisor de águas. Sem saber exatamente por onde começar, mergulhei em pesquisas de logotipos, paletas de cores e estilos visuais que pudessem transmitir os valores da marca. O nome da empresa me deu uma direção inicial, mas explorar os detalhes, como os arquétipos, foi fundamental para entender o que realmente fazia sentido.
Passei horas em plataformas como Pinterest e Behance, montando pastas e coleções, observando o que outros designers tinham feito em projetos semelhantes. Não vou mentir, muitas vezes pensei "nunca vou conseguir fazer algo assim". Mas percebi que as referências não são para você copiar, mas para inspirar e guiar seu caminho.
Dica: Não se preocupe em ser o mais original logo de cara. Use referências para orientar seu processo criativo. Você vai encontrar sua própria voz no meio disso, e os pequenos insights que surgem podem ajudar a construir algo único, aos poucos.

Passo 2: Estude os Fundamentos (Mesmo Que Não Esteja Preparado para Ser um Especialista)
Uma das partes mais difíceis foi perceber o quanto eu ainda precisava aprender. Ao me deparar com termos como "contraste", "hierarquia", "tipografia" e "psicologia das cores", tudo parecia muito teórico e distante do que eu estava tentando criar. Mas mergulhar nos fundamentos do design foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Aprendi que não era apenas escolher cores bonitas ou fontes diferentes – era sobre entender o impacto dessas escolhas nas pessoas. Por exemplo, para o projeto, as cores escolhidas foram uma solicitação do cliente, e eu precisava saber mais do que apenas usá-las. Estudei como essas cores afetam a percepção do público, especialmente em uma empresa que busca transmitir confiança e dinamismo.
Dica: O design é muito mais sobre o que você transmite do que sobre ferramentas. Você pode não ser especialista em Photoshop, mas entender como as cores e formas influenciam quem vê seu trabalho faz uma diferença real e concreta. Quanto às ferramentas, é importante desenvolvê-las sim, mas o aprendizado e o estudo serão parte do seu dia a dia, mesmo quando você já estiver mais familiarizado com a tecnologia e os fundamentos.

Passo 3: Entenda a História por Trás do Nome e da Marca
Quando me apresentaram o nome da empresa, não foi fácil imaginar como um símbolo específico ou uma ideia abstrata se conectava ao segmento. Mas, à medida que fui pesquisando sobre os arquétipos e os significados relacionados ao nome – e o que ele poderia representar – percebi que havia muito a explorar. Descobrir essa conexão foi um dos momentos mais gratificantes do projeto. Trouxe uma nova camada de significado para o design e ajudou a dar vida à identidade visual. Esse processo também me ensinou que entender a história por trás da marca é tão importante quanto o visual. Sem isso, o design pode acabar sendo apenas algo bonito, mas vazio.
Dica: Quando começar um projeto, tente descobrir o máximo possível sobre o nome, a história e os valores da marca. Seja curioso. Essa pesquisa pode ser o que vai dar ao design profundidade e relevância.

Conclusão
Para quem está começando, como eu, o caminho não é sempre linear ou sem falhas. Às vezes, você vai sentir que não está à altura do desafio, mas esses momentos de incerteza são parte do processo de aprendizado. Não se trata de buscar a perfeição logo de cara, mas de ser honesto com seu nível atual e de encontrar pequenas maneiras de melhorar a cada projeto. O que realmente importa é estar disposto a aprender. Talvez você não saiba tudo sobre as ferramentas ainda, mas se conseguir entender as bases do design, explorar referências e descobrir o significado por trás da marca, os resultados virão. E com cada projeto, você vai se sentir um pouco mais preparado para o próximo. Por fim, o aprendizado é um processo de várias etapas; aproveite e registre cada uma delas para que você possa perceber sua evolução individual.